Edição 281Junho 2018
Segunda, 23 De Julho De 2018
Editorias

Publicado na Edição 263 Dezembro 2016

Feliz 2017!

Luiz Carlos Ferraz

Por mais otimismo que se pretenda injetar para 2017, não é possível deixar de lamentar o caminho tortuoso que o país percorreu nos últimos meses, desde o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A pretexto de salvar o Brasil da bancarrota, a política de austeridade proposta por Michel Temer projeta um futuro incerto ao trabalhador brasileiro, mais uma vez convocado para suportar o ônus dos necessários ajustes na economia, enquanto juízes, desembargadores, promotores e parlamentares, além de uma considerável casta de funcionários públicos, mantém seus “direitos adquiridos”. O abismo existente entre os modelos de governo que costumam polarizar as eleições hoje está mais claro para o eleitor, surpreendendo a legião de derrotados que se julgava imune a uma eventual troca de prioridades do governo; a realidade demonstra que a minoria estava errada. Some-se a isso a Operação Lava-Jato, aplaudida por tanta gente e que respinga muito além do partido político apeado do poder… Congelar o gasto público (que no médio e longo prazos até pode ser algo saneador), via PEC, e massacrar o trabalhador, praticamente negando-lhe o direito à aposentadoria, não é o que o país precisa agora para voltar a crescer, recuperar os 12 milhões de empregos perdidos, a inoperância da infraestrutura, a falta de segurança, de escolas qualificadas e de hospitais para simples emergências. Basta de meias medidas. O Brasil precisa de um governo justo. Sem isto, só nos restaria pular o próximo ano e desejar um Feliz 2018…

Não, convido o leitor a resistir: Feliz 2017!