Edição 293Junho 2019
Segunda, 15 De Julho De 2019
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Publicado na Edição 293 Junho 2019

Fotos Nelson Tucci

Pode chamar de “la nave”

CR-V: por fora, design arrojado

Pode chamar de “la nave”

Nelson Tucci

La Nave Va… remete a um clássico do cinema, do genial Fellini, mas pode servir ao nosso propósito. Embora o italiano tenha se referido a um navio, em sua língua materna, a “nave” que testamos andou por terra e ao menos três pessoas a ela se referiram como a projeção de uma “nave espacial” mesmo, tão arrojado é seu design combinado com o tamanho.

Aqui trataremos do CR-V, o SUV da Honda que dá para chamar de carrão – sem susto. O Comfortable Runabout Vehicle vem com rodas aro 18 de visualização especial. Aliadas ao teto solar, estas dão a esportividade necessária ao modelo, bem equipado no geral. O “cofre” (como se chamava o capô de antigamente) é alto, assim como o preço; e, além de bonito, o danado é confortável e sedutor. Ao entrar na cabine de comando, assumir o volante e “dar um grau” no geral, explorando o painel bem acabado, a tela multimídia, portas, console e a alavanca de câmbio cuidadosamente suspensa – bem próximo ao painel, facilitando o manuseio – a adrenalina começa a subir.

A transmissão é automática, com câmbio de 6 marchas, motor 1.5 turbo de 190 cv e suspensão bem equilibrada. Para ligar tem botão de partida (que pode ser acionado, pelo controle antes mesmo de você adentrar o veículo), travas de vidro e de portas normais. Freios confiáveis (ventilados na dianteira) e direção elétrica completam o conjunto.

Bancos elétricos mostram-se muito confortáveis para os ajustes. Atrás, além de um ótimo espaço pode-se controlar o fluxo de ar e se servir de uma parte do console. O CR-V Touring, que avaliamos, é top de linha e mostra-se um baita carro na cidade, ideal para a família na estrada, porque além de conforto tem um porta-malas nervoso, de 522 litros (conforme o fabricante). Não o testamos em trilha, mas tem pinta de que vai bem em trechos leves.

Na cidade, rodando vazio, faz um pouquinho mais de 10 km/litro e, na estrada, em velocidade constante, na 6ª marcha (automática), fez 12,4 km/litro (só usa gasolina). Uma média esperada para arrastar os seus 1.600 kg. Mas, apostamos que, com um ajuste aqui, outro acolá, sempre dá para melhorar a eficiência energética – ainda que seja rodando e não flutuando, como na série dos Jetsons…

CR-V: internamente, painel bem acabado, tela multimídia, console e alavanca de câmbio suspensa