Edição 319Agosto 2021
Sexta, 17 De Setembro De 2021
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Publicado na Edição 313 Fevereiro 2021

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Para a economia tomar fôlego

Setor aposta em recuperação neste ano para compensar os prejuízos do estranho ano de 2020

Para a economia tomar fôlego

“Sentindo frio em minh’alma

Te convidei pra dançar

A tua voz me acalmava

São dois pra lá, dois pra cá”

Aldir Blanc / João Bosco

Nelson Tucci

A indústria automotiva bem que começou otimista o ano, quando o presidente da associação das montadoras, Luiz Carlos Moraes, chamou de “otimismo moderado”. A entidade aposta na produção de 2,37 milhões de veículos automotores (inclusos os automóveis, utilitários leves, ônibus e caminhões), com o que o mercado interno cresceria 15% sobre 2020. Mas as coisas parecem “andar de lado” no Brasil, com a saída da Ford, a descontinuidade de produção da Mercedes e, agora, da Audi. Aliada a isto, temos a Covid-19, que teima em ser mais rápida que o programa de vacinas.

É certo que a vacinação em massa no país resolveria muita coisa, como a vida de quem a recebe e, sobretudo, alimentaria a expectativa de que o mercado caminha rumo à normalidade (ou bem perto disso) dos negócios, de uma forma geral. A geração do clima favorável (leia-se ambiente de negócios positivo), alavanca compras, crédito etc. Um círculo virtuoso, em única frase.

Janeiro começou com falta de insumos e produtos na linha de montagem da maioria das montadoras instaladas no país. Com isso, ocorreram menos vendas e carros mais caros – uma equação perversa, que derrubou os emplacamentos no primeiro mês do ano, tornando-os 11,5% menores em comparação com igual período de 2020.

Estando o otimismo da virada do ano já abalado, entramos em fevereiro, cuja primeira quinzena tem resultado superior a 20% negativos sobre o mesmo período do ano passado. Todo o setor aposta em recuperação neste ano para compensar os prejuízos do estranho ano de 2020. Mas, para tal, é necessário existir algo que alavanque o otimismo, porque no ritmo atual os chamados fabricantes de veículos automotores não conseguirão ir além das 350 mil unidades emplacadas – o que, se confirmado, representará retração de 12% no primeiro bimestre do ano, contra igual período do ano passado.

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