Edição 319Agosto 2021
Quarta, 22 De Setembro De 2021
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Publicado na Edição 317 Junho 2021

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Novo mix nas ruas. E nos céus

E-VOLT da EmbraerX: futuro da mobilidade aérea urbana

Novo mix nas ruas. E nos céus

Nelson Tucci

Se você acredita em Papai Noel é possível que o veja, ainda neste ano, pilotando um carro voador em vez daqueles prosaicos trenós. E se prefere ter os pés, ou rodas, no chão também terá boas surpresas com os elétricos, híbridos e alguns modelos movidos a combustível fóssil, porém estilizados. O fato é que a indústria da mobilidade está se ajustando de olho no seu próprio futuro.

O mercado de automóveis não é tão simples assim, por isso é preciso calma. Entusiasmo é bom, mas há que se conhecer a realidade. Exemplo: os eletrificados estão com a bola toda, mas se pegarmos – de forma isolada, só para referência – o mês de maio último, vamos encontrar na prancheta 3.100 veículos comercializados. Destes, apenas 86 são 100% elétricos enquanto os outros são híbridos. Isto posto, voltemos aos modelos.

Até a conservadora Toyota, do tradicionalíssimo jipe Bandeirante, resolveu inovar e apresentou o Novo Corolla Cross, um SUV produzido na plataforma do seu grande sucesso (o bom e velho Corolla, lançado em 1966 e que está em sua 12ª edição, com o modelo E210). A montadora japonesa vai surfando na onda que, aliás, a Stellantis também pegou ao anunciar o seu SUV de nome Pulse (em plataforma da Fiat).

A igualmente conservadora Honda deverá aposentar o Civic, depois de 10 gerações. Lançado em 1973, o modelo vendeu muito – inclusive no Brasil –, mas nos últimos tempos vem perdendo fôlego e antes que precise de respiração artificial deverá sair de linha (possivelmente em 22), dando lugar a uma versão melhorada do City. O WR-V, de moderna arquitetura exterior (embora internamente seja idêntico ao Fit), deverá assumir posição de destaque, com a missão de fazer o consumidor esquecer o Fit, já bem feinho em seu design.

A Ford, que deixou o Brasil, deverá trazer novas SUVs argentinas e mexicanas, e em breve a GM, que comemora a acerto do Onix no Brasil, deverá mexer em seu portfólio, já que anunciou investimentos de US$ 35 bilhões em EVs (eletric vehicles) até 2025. E tudo isto porque não citamos marcas coreanas e chinesas. Enfim, há muito que se ver em termos de novidades nos próximos meses. Algum atraso pode ocorrer? Sim, por conta da pandemia ainda assistimos à falta de componentes (semicondutores, em especial) em todo o mundo. De qualquer forma o eVOLT (que não é nome de remédio, mas do carro voador da Embraer) já está sendo trabalhado e por ora testado em campo de provas. Logo estará nos céus brigando (comercialmente e não só por espaço) com os helicópteros. No futuro breve, trenós e veadinhos irão desfilar somente nos shoppings. Preparem as lentes de suas máquinas e celulares.

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