Edição 304Maio 2020
Quarta, 03 De Junho De 2020
Editorias

Publicado na Edição 299 Dezembro 2019

Nelson Tucci

Mais vale um gosto…

Honda Civic SI coupé: motor 1.5 turbo 16V “mostra os dentes” já a partir de 2.000 rpm

Mais vale um gosto…

Nelson Tucci

Se você já dirigiu um carro com motorzinho de 104 cv e achou legal, parabéns. Se o motor de 113 cv te encantou, beleza. Agora, se você já dirigiu esses citados e achou pouco para curtir uma real sensação de potência e velocidade, experimente um carro com motor de 208 cv e torque de 26,5 kgfm.

E se este motor ainda for turbo, embutido em uma carroceria esportiva, com direito a aerofólio, câmbio manual de 6 marchas, bancos de couro e um monte de eteceteras, é (bastante) provável que você não queira mais descer dele.

Andamos no Honda Civic SI para avaliar o modelo. A vontade é irresistível de acelerar, porque desfilar com uma máquina linda dessas a 50 km/h na cidade é contrariar a natureza do produto. Então fomos logo para a estrada. Viajamos e passeamos pela cidade também. Fazia tempo, aliás, que não andávamos “ao nível do chão”, assim como retomar o uso do câmbio manual – ora sendo gradualmente substituído em todas as linhas das várias marcas automotivas. Tivemos o privilégio de pilotar um carro vermelho – tudo a ver com a esportividade do modelo –, com teto solar, faróis de LED, alerta de ponto cego (a câmera é acionada e projeta a imagem dos veículos traseiros e laterais no painel, tão logo é acionada a seta para a direita) e toda a parafernália que os carros trazem, atualmente, em termos de detalhes e tecnologia para tornar os veículos mais confortáveis e, até porque não dizer, seguros.

Embora a direção seja assistida, é pouco mais dura que a encontrada em outros modelos; assim como a suspensão, que também tem outra calibragem. Pudera, o motor 1.5 turbo 16V começa a “mostrar os dentes” já a partir de 2.000 rpm e é preciso estabilizar a máquina no chão para que não saia literalmente voando. Em síntese, o Honda SI (de Sport Injection) coupé oferece gratificação visual e tanto mais ao dirigir. Em nosso rolé básico, de sete dias, ele fez a média de 11 km/litro na cidade (pisando leve, sem forçar marchas) e, na estrada, chegou a 18,2 km/l em trecho retilíneo (de 200 km de extensão), mantido em velocidade constante, na 6ª marcha. Com serra o consumo subiu pouca coisa. Juntadas as duas situações (com serra e sem), rendeu a média de 17 km/l na estrada.

O preço ainda pode ser um complicador para sua massificação de vendas, pois está na casa dos R$ 160 mil. Mas pra quem se apaixonar pela máquina, pode usar aquele ditado popular de que “mais vale um gosto que o dinheiro no bolso”.

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