Edição 310Novembro 2020
Segunda, 30 De Novembro De 2020
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Publicado na Edição 309 Outubro 2020

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Elétricos caminham. Sem pressa.

Elétricos ainda custam praticamente o dobro dos modelos convencionais

Elétricos caminham. Sem pressa.

Nelson Tucci

O processo de eletrificação dos automóveis vai caminhando no Brasil. É frequente a notícia de lançamentos de variadas marcas. A criação de uma estrutura é bem complexa, não só pelos custos de implantação – lembrando sempre o tamanho do Brasil –, mas pela escala e a matriz produtora da energia a ser disponibilizada. O preço dos automóveis elétricos ainda é alto, mas a ideia da mobilidade compartilhada pode ser boa alternativa.

É previsível que em algum momento as ruas das capitais brasileiras estejam cheias de carros elétricos. Quando exatamente não se sabe, pois os modais de transporte adotados na Europa, Japão, China e Estados Unidos não são necessariamente iguais ao nosso, por diferentes fatores sociais, econômicos e comportamentais. Há quem defenda um modelo próprio, fundamentado no etanol – já que temos (alta) expertise nesse tipo de combustível para uso automotivo.

Neste mês de outubro, o Boston Consulting Group (BCG) disponibilizou estudo mostrando que a necessidade de se produzir carros mais ecológicos (entenda-se a pressão da sociedade civil mais as restrições que governos de todo o mundo vão impondo aos fabricantes) empurra as montadoras para os BEVs (sigla, em, inglês, para veículos elétricos a bateria), de forma inexorável.

O BCG mostra ainda no seu “Shifiting Gears in Auto Manufacturing” que os processos de fabricação com requalificação do bobinamento, impregnação ou selagem de fiação e controle de qualidade de sistemas elétricos mais complexos são mudanças significativas par a uma indústria debruçada há mais de 100 anos no desenvolvimento de motores a combustão. Isto, claro, sem contar a reciclagem de mão de obra.

Enfim, apesar de certa euforia com a novidade no mercado, é desejável que se tenha um pouco de prudência e capacidade analítica sobre a mobilidade, pois que os elétricos ainda custam praticamente o dobro dos modelos convencionais e fica difícil viajar a distâncias acima de 150/200 km.

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