Edição 310Novembro 2020
Segunda, 30 De Novembro De 2020
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Publicado na Edição 240 Janeiro 2015

Acervo FAMS

Carnaval Santista. Mais de 100 anos de folia e grandes feitos

Bloco dos Romanos, de 1937: garantia de diversão dos foliões santistas

Carnaval Santista. Mais de 100 anos de folia e grandes feitos

Um dos mais importantes historiadores do Carnaval Santista, Bandeira Júnior, fazia questão de enfatizar nos seus escritos: “O Carnaval Santista é, talvez, o único na face da Terra que nasceu numa data certa – 14 de fevereiro de 1858“.

Naqueles anos 1850, Santos possuía pouco mais de 7.400 habitantes. Em 1857, vários foliões se reuniram para criar a Sociedade Carnavalesca Santista, que nasceu com a tarefa de organizar uma festa sensata e alegre, que pudesse ser usufruída por toda a família. Depois de produzir o estatuto da Sociedade, no domingo de Carnaval de 1858, os foliões realizaram o primeiro desfile da cidade, saindo do Teatro do Largo do Campo (atual Praça Mauá, esquina com Riachuelo) e percorrendo as principais vias da cidade santista.

O sucesso desta empreitada fez surgir várias outras sociedades, entre elas o próprio Clube XV (até hoje existente), que nasceu sob a folia do Carnaval. Também surgiram dezenas de blocos, que dominaram a folia de Momo até o final dos anos 50.

As escolas de samba começaram a surgir nos anos 30, mas só começaram a ganhar destaque nos anos 60.

Uma peculiaridade do Carnaval Santista se concentra na história do nosso Rei Momo. Santos foi a segunda cidade do Brasil a eleger um Rei da Folia, em 1935, com Eugênio de Almeida, o Tosca. E também foi a cidade com o maior reinado de um único soberano, Waldemar Esteves da Cunha, que foi Rei Momo durante 50 anos (de 1950 a 2000), um recorde inatingível. A coisa era tão séria que Santos chegou a sediar por duas vezes a Convenção Nacional de Reis Momos (1963 e 1966).

O santista tem o Carnaval na alma, desde os remotos tempos e chegou a ostentar o título de Segundo Carnaval do Brasil, nos anos 1950, ficando apenas atrás da folia carioca.

Das grandes lembranças desse passado glorioso, vale destacar a Patuscada “Dona Dorotéia, Vamos Furar Aquela Onda?”, que divertiu gerações inteiras de santistas.

Conheça o trabalho desenvolvido pela Fundação Arquivo e Memória de Santos. Acesse o site www.fundasantos.org.br

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