Edição 275Dezembro 2017
Segunda, 18 De Dezembro De 2017
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Publicado na Edição 249 Outubro 2015

Acervo FAMS

Cadeia Velha. Um patrimônio cultural santista

Cadeia Velha: símbolo da resistência artística e cultural de Santos

Cadeia Velha. Um patrimônio cultural santista

Conhecida originalmente como Casa de Câmara e Cadeia, a “Cadeia Velha” teve sua construção iniciada em 1839 no antigo Campo da Chácara (atual Praça dos Andradas). Foram necessários cerca de 30 anos para que fosse concluída. Em 1865, ela abrigou as tropas brasileiras que partiam para a Guerra do Paraguai. Em 1866 e instalou-se nela o Fórum e seu Tribunal de Júri.

Em 1870, passou a funcionar como a Cadeia de Santos, com oito celas. Assim foi por mais de 80 anos.

Em 15 de novembro de 1894, o prédio testemunhou a promulgação da primeira e única Constituição Municipal de Santos.

Visita Imperial – O imperador D. Pedro II e sua esposa, Teresa Cristina, visitaram o prédio por duas vezes (em 1876 e 1878). Em 1888, foi a vez da Princesa Isabel e seu marido, o Conde D’Eu, no mesmo ano da assinatura da Lei Áurea. Como homenagem da cidade à princesa, as autoridades santistas batizaram o recinto de sessões da Câmara com o nome “Salão Princesa Isabel”, preservado mais tarde nos Casarões do Valongo e no Paço Municipal.

Com a transferência da Câmara de Santos para os Casarões do Valongo, o local passou a abrigar apenas o Fórum, a Cadeia e algumas delegacias de polícia, até 1956.

Quase demolido – Na década de 1950, houve um movimento para demolir a Velha Cadeia, apontada como “uma velharia que envergonhava a cidade”. Mas a corrente não vingou e, em 10 de dezembro de 1957, a Prefeitura de Santos tentou instalar no local um Museu Histórico e Pedagógico, consagrado ao culto dos Andradas.

Em 1959, o prédio foi tombado pelo Iphan, por ser “uma das primeiras expressões arquitetônicas das novas ideias da organização do Brasil como unidade independente”.

A partir de 1981, passou a abrigar manifestações culturais que a transformaram num símbolo de resistência artística. Até hoje é assim!

Conheça o trabalho desenvolvido pela Fundação Arquivo e Memória de Santos: acesse o site www.fundasantos.org.br