Edição 320Setembro 2021
Sábado, 16 De Outubro De 2021
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Publicado na Edição 320 Setembro 2021

É preciso fiscalizar o comércio animal!

É preciso fiscalizar o comércio animal!

Filetti: “Os animais são parte de nossos núcleo familiar”

Como pioneiro na defesa da vida animal em Santos, me pronunciei em 2019 contra a implantação da lei que proíbe a venda de animais na cidade. Não vendo animais, mas considero absurdo uma lei que proíba a venda e a criação em canis e gatis. Sou contra a venda na rua; esta sim deve ser proibida, como ocorrido em Brasília, em sintonia com projeto de lei que tramita no Senado. Mas não o comércio em local apropriado!

As reflexões são do médico veterinário Eduardo Ribeiro Filetti, ao informar que a proibição em Santos fez com que esse tipo de comércio migrasse para cidades vizinhas, além de incentivar a venda ilegal, muito mais difícil de se fiscalizar e onde os animais são desrespeitados.

Pós-graduado em Saúde Pública e professor titular de Fisiologia Médica na Faculdade de Ciências Biológicas da Universidade Santa Cecília (Unisanta), Filetti frisa que é contra quem maltrata animais: “Cobrei uma fiscalização mais efetiva neste comércio, mas não visando sua proibição. Afinal, nem todos maltratam os bichos e os bons não devem pagar pelos maus. Temos políticos comprovadamente ladrões. Então temos que acabar com a política? É claro que não. Todo extremo é covarde e injusto”.

Para Filetti, os animais são parte de nosso núcleo familiar: “Sugiro aos vereadores que pleitearam junto ao Poder Público este absurdo e se reelegeram, que façam o mesmo na defesa do emprego de diversas pessoas que atuam no mercado do aquarismo, da criação de raças, e nos petshops, e que crie um programa de readmissão para elas, pois perderam os empregos”.

Após quase dois anos de vigência da lei santista, desembargadores entenderam que a lei fere princípios constitucionais, conforme acórdão de 11 de agosto. A partir de agora, é possível renovar a licença de canis, gatis e estabelecimentos comerciais que vendem animais domésticos. Ao vedar o comércio desses animais, o legislador municipal atuou em descompasso com a Constituição Federal, escreveu o desembargador Paulo Barcellos Gatti.

“Pela proteção da saúde animal, reitero o entendimento de que é fundamental a fiscalização deste comércio”, enfatiza Filetti.

. Alunos da UME Therezinha de Jesus Siqueira Pimentel, no Morro São Bento, em Santos, arrecadaram mais de 300 caixas de leite vazias e confeccionaram duas casinhas para os animais de rua se protegerem do frio. Uma foi colocada do lado de fora da escola e a segunda próximo ao restaurante Bom Prato (foto), localizado no morro. Cada casinha precisa de 94 a 110 unidades, dependendo do tamanho e do formato das caixinhas de leite doadas. Na parte inferior da casa foi colocada manta apropriada de polietileno e na parte superior, papelão deixa o espaço mais confortável para os pets.

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