Edição 313Fevereiro 2021
Quinta, 25 De Fevereiro De 2021
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Publicado na Edição 313 Fevereiro 2021

Animais na areia da praia de Santos

Animais na areia da praia de Santos

Conciliar direito animal e saúde pública

MAIS uma polêmica agita nossa região, em especial Santos, e envolve nossos queridos animais e o direito que eles têm de frequentar a areia da praia. Um projeto de lei que regulamenta o tema já foi votado e aprovado em primeira discussão na Câmara de vereadores e, se aprovado em segunda discussão – ainda sem data prevista – irá à sanção do prefeito Rogério Santos.

Seria fácil, como médico veterinário, estar ao lado dos que concordam que os animais podem frequentar a areia das nossas praias; das pessoas que gostam de compartilhar bons momentos com seus pets, tomando sol, fazendo exercícios e promovendo o companheirismo.

Entendo, contudo, que esses momentos mágicos podem acontecer em praças exclusivas para os animais, que devem ser fomentadas não somente na Zona Leste, como já existe em frente ao Sesc, no Bairro Aparecida, como também na Zona Noroeste, morros, enfim, nas diferentes regiões de Santos.

Concordo que a maioria dos amantes dos animais costuma recolher as fezes dos amiguinhos durante o passeio pelos espaços públicos. Contudo, pergunto: quando, enfim, haverá fiscalização 24 horas para reprimir a minoria que teima em não obedecer a lei?

Recente pesquisa desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) demonstrou que a areia da praia apresenta resíduos de remédios e substâncias tóxicas que podem afetar a saúde dos nossos pets – o que pode ser responsável pelo crescente número de casos de dermatites, otites (infecções de ouvido) e conjuntivite em nossos amigos. Problemas que, segundo os dermatologistas, são crescentes também entre os seres humanos.

Para analisar tema que envolve a saúde pública, os representantes eleitos pelo povo deveriam consultar os profissionais da área, como médicos e veterinários, para ser adotada a melhor solução. Os profissionais de segurança pública também devem ser ouvidos, pois será deles a função de fiscalizar. Aprovar leis de afogadilho sem o devido estudo e consulta a especialistas não representa a vontade popular.

Alimentação no gato idoso

QUANDO o pet gato se torna idoso, aproximadamente aos 12 anos, ele costuma apresentar alterações no organismo, principalmente em relação à alimentação. A PremieRpet listou pontos que os tutores precisam estar atentos: redução na capacidade de digerir e absorver nutrientes, apetite seletivo, paladar exigente e perda de peso.

PARA incentivar a adoção de pets, a Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida) de Santos criou a página no Facebook “Animais para adoção – Codevida Santos”, em www.facebook.com/codevidasantos, pois muitos animais resgatados acabam envelhecendo sem encontrar um lar.

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