Edição 327Abril 2022
Terça, 17 De Maio De 2022
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Publicado na Edição 321 Outubro 2021

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Iphan fiscaliza restauro

Catedral São Pedro de Alcântara estampa cartões-postais de Petrópolis

Iphan fiscaliza restauro

A Catedral de São Pedro de Alcântara, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, passa pela maior restauração de sua história. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) fiscaliza e dá suporte às intervenções, fruto do projeto proposto pela Mitra Diocesana de Petrópolis. A execução conta com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), que investe R$ 13,1 milhões por meio do Bndes Fundo Cultural. A obra está prevista para ser concluída em junho de 2022.

A edificação estampa cartões-postais de Petrópolis, cidade famosa pela pluralidade de atrações históricas, paisagísticas e arquitetônicas. As intervenções vão permitir a reabertura do mausoléu no qual se encontram os restos mortais da família imperial. Atualmente, todas as áreas superiores da catedral – órgão, coro, torres e telhado –, assim como o mausoléu, encontram-se fechados para visitação.

O projeto inclui a implantação de uma galeria expositiva. Nas cúpulas e agulhas neogóticas, serão instaladas uma passarela e telas de projeção, tanto para contar a história da construção do templo quanto para exibir documentos históricos da fundação da cidade. Esta nova área vai viabilizar o acesso do público à torre: a 70 metros de altura, exibe de forma panorâmica uma das vistas mais impressionantes da cidade.

O templo permanece acessível para turistas e moradores da região. Ao redor de todo o imóvel, cartazes colados em tapumes contam a história da Catedral em duas versões: uma voltada para os adultos e outra com foco no público infantil. A ação integra o projeto de educação patrimonial executado pela equipe técnica da Mitra Diocesana de Petrópolis.

Quem dedica alguns minutos para ler os cartazes descobre, por exemplo, que o atual edifício da igreja começou a ser construído em 1884. Inspirado nas antigas catedrais do norte da França, o engenheiro e arquiteto baiano Francisco Caminhoá delineou o projeto arquitetônico em estilo neogótico. Em 1925, foi inaugurada a matriz, após 37 anos de trabalhos. As obras da fachada só começaram em 1929 e a torre foi erguida entre 1960 e 1969. O templo ostenta um carrilhão de nove toneladas com cinco sinos de bronze fundidos na Alemanha.

Recentemente foi concluído o reforço estrutural da Catedral e do muro em frente à igreja. Também já encerraram a restauração e limpeza de uma das laterais do templo, assim como o restauro da maioria das portas. Já a recuperação do telhado está em seus trâmites finais, mesma situação da limpeza da torre metálica.

Encontram-se em andamento a limpeza do Mausoléu da Família Imperial, o restauro da porta central, bem como limpeza e restauro da parte de trás da Catedral e da lateral localizada na Rua Ipiranga. Ainda serão executados a revitalização do jardim, conclusão da calçada, restauro dos sinos, finalização de rede elétrica, dentre outros serviços.

A Catedral Imperial foi tombada pelo Iphan em 1980. O tombamento da igreja é uma extensão da proteção conferida, desde 1964, à Avenida Köeler, inscrita no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico.

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