Edição 327Abril 2022
Quinta, 26 De Maio De 2022
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Publicado em 26/01/2022 - 7:36 am em | 0 comentários

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Venda de imóveis usados cai 25,78% em dezembro na Baixada Santista

Mas em 2021 setor apresentou saldo positivo de 16,56%

Venda de imóveis usados cai 25,78% em dezembro na Baixada Santista

Mesmo com queda de 25,78% em dezembro comparado a novembro, o mercado de imóveis usados da Baixada Santista fechou 2021 com alta acumulada de vendas de 16,56% e com as casas e apartamentos com preços médios de até R$ 300 mil em posição de destaque no ranking de vendas. Em sete dos oito meses do ano passado, eles foram os mais vendidos, chegando a representar 70% das unidades negociadas em julho.

Os números apurados pelas pesquisas feitas mensalmente desde maio em Santos e cidades da região pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CreciSP) mostram que a dominância das vendas de usados de até R$ 300 mil só foi quebrada em junho, quando a maioria das vendas foi de residências com preço final de até R$ 200 mil, com 50,98% do total.

O presidente do CreciSP, José Augusto Viana Neto, vê os resultados desses oito meses de 2021 como “sinalizadores” para compradores, investidores e proprietários de imóveis de cidades da Baixada Santista: “O crescimento de 16,56% em um ano tão afetado pelos efeitos negativos da pandemia de coronavírus mostra a resiliência da região a crises como essa, mas resistência centrada em um nicho de preços muito específico”.

“O desejo de muitas pessoas de morarem próximo ao mar não vai se apagar com pandemias e continuará sendo, ainda que em menor grau, um componente importante do mercado de imóveis usados e de locação residencial nas cidades litorâneas”, acrescenta Viana Neto. Ele faz, porém, um alerta: “Quem compra imóvel na praia pensando em vender não deve ignorar a realidade de mercado mostrada pelas pesquisas, balizamento válido também para os atuais proprietários”.

A realidade de mercado citada pelo presidente do CreciSP se revela em outro conjunto de informações apuradas pelas pesquisas: “O financiamento bancário da compra não foi predominante nessas cidades da Baixada no ano passado, e talvez não seja neste ano também, uma característica de mercado que impõem limites às vendas de imóveis que ultrapassem determinadas faixas de preços, como mostram as pesquisas”.

De maio a dezembro do ano passado, primeiro ano em que a pesquisa foi feita na Baixada Santista, a maioria das vendas foi realizada à vista, ou com pagamento parcelado pelos proprietários ou por meio de crédito de consórcios. Em setembro, essas três modalidades somaram 76,31% das vendas, 222,55% a mais que os 23,68% vendidos com financiamento bancário.

Em nenhum desses meses os financiamentos ultrapassaram essas outras formas de venda. Os melhores resultados foram registrados em julho (42,41%), agosto (40,26%) e novembro (40,95%). O pior resultado foi em setembro (23,68%).

As 160 imobiliárias e corretores credenciados que responderam à pesquisa do CreciSP em nove cidades da Baixada Santista em dezembro, mês em que as vendas caíram 25,78% frente a novembro, informaram que os compradores preferiram os apartamentos (59,09%) às casas (40,91%).

De todos os imóveis vendidos no mês, com domínio dos que tinham preço de até R$ 300 mil (53,23% do total), 41,74% estão em bairros das regiões centrais, 29,57% em bairros de áreas nobres e 28,7% em bairros de periferia. A maioria desses imóveis é do padrão construtivo médio (73,81%).

Os apartamentos mais vendidos têm 2 dormitórios (74,29%), dispõem de área útil entre 51 e 100 metros quadrados (60%) e contam com uma vaga de garagem (62,86%).

As casas mais vendidas nessas cidades também têm 2 dormitórios (70,37%), medem entre 51 e 100 metros quadrados (62,96%) e têm duas vagas de garagem (40,74%).

A locação de imóveis residenciais caiu 26,05% em dezembro comparado a novembro na Baixada Santista, mas, da mesma forma que o mercado de venda de imóveis usados, terminou 2021 com saldo positivo, de 20,21%, segundo as pesquisas feitas mensalmente pelo CreciSP.

O aluguel médio da maioria dos imóveis nesses oito meses oscilou entre R$ 1.250, em agosto, a R$ 2.000 em dezembro. Segundo a pesquisa CreciSP, no último mês do ano, as 160 imobiliárias e corretores das nove cidades informaram ter alugado mais apartamentos (60%) do que casas (40%).

As novas locações de dezembro distribuíram-se entre os bairros de periferia (36,36%), de áreas nobres (33,33%) e de regiões centrais (30,30%). A maioria das casas e apartamentos alugados tem padrão construtivo médio (43,88%).

Quem alugou apartamento em Santos e nas outras oito cidades preferiu os de 2 dormitórios (47,06%), com área útil entre 51 e 100 metros quadrados (55,56%) e uma vaga de garagem (94,44%).

As residências preferidas para locação em dezembro foram as de 2 dormitórios (45,45%), com área útil entre 51 e 100 metros quadrados (40,91%) e uma vaga de garagem (40,91%).

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