Edição 319Agosto 2021
Quarta, 22 De Setembro De 2021
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Publicado em 14/07/2021 - 6:51 am em | 0 comentários

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Soluções sustentáveis contribuem para amenizar crise energética

Placas fotovoltaicas: eletricidade captada do sol

Soluções sustentáveis contribuem para amenizar crise energética

Alternativa para amenizar a crise energética que o país enfrenta é a utilização da energia fotovoltaica, que é a eletricidade captada do sol. O termo é formado a partir das palavras “foto”, que em grego significa “luz”, e voltaica, que vem da palavra “volt”, a unidade para medir o potencial elétrico. Ela pode ser utilizada em qualquer equipamento doméstico, gerando uma redução na conta de energia.

Os painéis que compõem seus sistemas são constituídos por camadas de várias células, geralmente de silício. Quando a camada mais fina, de carga negativa, é atingida pelos raios solares e absorve fótons (partículas energéticas) suficientes, seus elétrons são transferidos para a camada mais grossa, de carga positiva. Assim é criada uma diferença de potencial entre as duas camadas, ou seja, enquanto há incidência de sol, a associação das várias células fotovoltaicas e sua ligação a uma carga geram a circulação de elétrons pelo circuito e, consequentemente, corrente elétrica. Como a produção está diretamente ligada à luz absorvida, a quantidade produzida se modifica de acordo com a estação do ano e o local onde o painel é instalado.

A construção civil tem opções para amenizar o problema do fornecimento de energia ao utilizar nos imóveis o sistema fotovoltaico e biodigestores, que além de gerarem redução no valor da conta de luz, ainda são mais sustentáveis.

De acordo com Luigi Scianni Romano, sócio-fundador da Incorporadora Alphaz Concept, todos os empreendimentos da Alphaz vêm com o sistema fotovoltaico, responsável por transformar os raios solares em energia elétrica: “Às vezes, dependendo do empreendimento, onde as pessoas têm muitos aparelhos de ar-condicionado, geladeiras, freezers e saunas não conseguimos suprir tudo isso só com energia solar. Nós colocamos um sistema híbrido que chamamos de off-grid/on-grid, onde parte da energia alimentada pelo fotovoltaico como área comum, jardim, garagem, alguma tomada, televisão e o resto alimentado pela energia convencional”. O sistema é muito mais completo, pois no caso das placas fototérmicas comuns, elas apenas armazenam o calor da luz solar para aquecer um chuveiro, por exemplo.

A utilização do sistema é uma inovação, já que hoje no Brasil praticamente não existe esse tipo de produto. Ou você trabalha off-grid na malha rural, dependendo exclusivamente da energia solar, ou trabalha on-grid, onde você monta no telhado de sua casa uma usina, e isso é distribuído na rede ou na concessionária local e depois vem uma redução na conta de luz.

“Nosso sistema trabalha de uma maneira dupla, onde você pode ter economia com uma parte que não está na rede e outra parte da casa abastecida pela concessionária. Isso pode ser ajustado, pois se você não está gastando muita energia você liga o Off-Grid e se está gastando muito volta para o outro ou trabalha com as duas simultaneamente”, diz Romano.

Outro recurso sustentável disponível para a geração de energia é o biodigestor. Trata-se de equipamento utilizado para acelerar o processo de decomposição da matéria orgânica por meio da ausência de oxigênio. Esse processo é denominado biodigestão. As vantagens são: o reaproveitamento do resíduo orgânico, a produção de fertilizantes e do biogás.

Na geração de energia do biogás, ocorre a conversão da energia química do gás em energia mecânica por meio de um processo controlado de combustão. Essa energia mecânica ativa um gerador que produz energia elétrica. O biogás também pode ser usado em caldeiras por meio de sua queima direta para a cogeração de energia.

Segundo o empresário, os imóveis construídos pela empresa também possuem o biodigestor de esgoto, um sistema ecológico que transforma, por meio de bactérias, a matéria orgânica e a água do esgoto que é tratada por um filtro biológico e, depois disso, fica pronta para o reuso: “A capacidade do biodigestor depende da quantidade de pessoas que vão usar a casa, pois ele recebe os dejetos, trata e devolve como um subproduto fértil. Já o biogás, que é o metano, a quantidade de dejetos captada tem que ser muito grande para gerar energia. Ainda não temos nenhum gerador de biogás, mas está nos planos da Alphaz, possuir em um empreendimento um coletor só e usar esse gás para aquecimento nas casas ou uso no fogão”.

Todos os empreendimentos da empresa utilizam o biodigestor, independentemente se a cidade onde eles estejam localizados tenha tratamento de esgoto: “Com o aumento da crise energética a proposta é expandir a utilização dos nossos biodigestores também para a geração de biometano para ser utilizado como energia”.

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