Edição 296Setembro 2019
Sexta, 18 De Outubro De 2019
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Publicado em 18/08/2019 - 8:20 am em | 0 comentários

Divulgação

“Sintonia” retrata o cotidiano da favela de maneira realista

Santista Luíza: na equipe de roteiro

“Sintonia” retrata o cotidiano da favela de maneira realista

Idealizada por KondZilla, que se notabilizou na direção e produção de clipes de funk, ao lado de Guilherme Quintella e Felipe Braga, a série Sintonia estreou em agosto na Netflix, com receptividade da crítica e do público por retratar o cotidiano da favela de maneira realista.

Baseada em casos que Kondzilla vivenciou na adolescência quando morava numa comunidade em Guarujá, a série de seis episódios conta a história de três jovens da periferia de São Paulo: Doni (MC Jottapê), Nando (Christian Malheiros, natural de São Vicente) e Rita (Bruna Mascarenhas), que seguem caminhos diferentes dentro do universo da música, do crime e da religião. Apesar dos conflitos, o trio não deixa que nada abale a mútua amizade.

A Baixada Santista está presente por meio de Kondzilla, Christian Malheiros e Luíza Fazio, que fez parte da equipe como coordenadora de roteiro. A santista de 25 anos está no projeto desde quando Kondzilla a apresentou para a produtora Losbragas, dos sócios Felipe Braga e Rita Moraes, responsável pela produção da série. “Além de ter contribuído criativamente com o projeto durante todo o desenvolvimento dos roteiros, minha função também era fazer a ponte entre as equipes de produção e roteiro. Um elo especialmente importante durante as filmagens na favela do Jaguaré em São Paulo”, comentou Luíza.

Nascida e criada em Santos, onde passou sua infância e adolescência, Luíza se mudou para São Paulo com 16 anos para cursar jornalismo. Em 2015 fez pós-graduação no exterior focada em roteiro para séries de TV e conseguiu a primeira oportunidade na série Samantha! (Netflix, 2018), na qual foi assistente de roteiro. “Quando comecei no projeto de Sintonia, já gostava de funk e do trabalho do Kondzilla, mas foi necessário um mergulho dentro dos universos do crime e da igreja evangélica para dar vida aos personagens”, conta: “A união entre os roteiristas e o Kond deu certo. Fico feliz que as pessoas estejam gostando da série”.