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Sábado, 06 De Junho De 2020
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Publicado em 31/03/2020 - 7:39 am em | 0 comentários

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Quarentena segura pico da pandemia em SP e impede sobrecarga de leitos

Sem medidas de contenção seriam necessários 20 mil leitos a mais na capital

Quarentena segura pico da pandemia em SP e impede sobrecarga de leitos

As medidas de contenção ao novo coronavírus implementadas no estado pelo governo de São Paulo surtiram efeito e já seguram a disseminação da Covid-19, garantindo disponibilidade de leitos na rede hospitalar. Sem a quarentena decretada pelas administrações estadual e municipal da capital, o pico de casos de internação ocorreria já na primeira semana de abril e o sistema de saúde entraria em colapso.

A conclusão é de um estudo feito pelo Instituto Butantan, em parceria com o Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo e a Universidade de Brasília (UnB). Os resultados foram divulgados ontem, no Palácio dos Bandeirantes, durante entrevista coletiva do governador João Doria.

“É uma explicação científica e fundamentada para mostrar a importância das medidas restritivas que foram adotadas em São Paulo”, disse Doria: “Peço mais uma vez às pessoas que fiquem em casa e preservem suas vidas. Nós teremos a oportunidade de recuperar a economia do estado de São Paulo, o mais pujante do país. Mas, neste momento, a nossa prioridade é proteger vidas”.

Os resultados do estudo foram detalhados pelo presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas. Os dados mostram que, antes da quarentena, a velocidade de transmissão de casos era de uma pessoa para seis, o que exigiria acrescer 20 mil leitos à rede pública da capital paulista, dos quais 14 mil hospitalares e 6 mil de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

O Butantan e o Centro de Contingência já haviam divulgado na sexta-feira passada que as medidas de restrição vigentes reduziram os índices de contágio. A taxa era de uma pessoa para três em 20 de março e caiu de uma para duas pessoas em 25 de março.

A cidade de São Paulo possui cerca de 6 mil leitos hospitalares e outros mil de UTI. Com a redução do contágio, em razão do distanciamento social, o pico de internações na capital pelo novo coronavírus está projetado para a última semana de abril e, conforme o estudo, a necessidade de acréscimo de leitos à rede será substancialmente menor, sem colapsar o sistema.

Ainda segundo projeções realizadas por epidemiologistas do Instituto Butantan, sem as medidas de restrições do governo de São Paulo, a epidemia de coronavírus no estado duraria 180 dias, contados desde fevereiro – quando o primeiro caso foi registrado –, e terminaria em setembro. Nesse cenário, seriam ao todo 277 mil mortes, 1,3 milhão de hospitalizados e 315 mil casos graves com necessidade de internação em UTI. Já com as medidas adotadas, o número poderá chegar a 670 mil hospitalizações e 147 mil casos graves.

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