Edição 313Fevereiro 2021
Quinta, 25 De Fevereiro De 2021
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Publicado em 19/02/2021 - 12:19 pm em | 0 comentários

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Pesquisa apura confiança de empresários no comércio de SP

Índice Geral está 13,25% abaixo de fevereiro de 2020

Pesquisa apura confiança de empresários no comércio de SP

O Ifecap, índice da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) que mede a confiança do comércio no estado de São Paulo, registrou alta de 1,56% para o mês de fevereiro, quando comparado com o mês anterior, janeiro de 2021.

O Índice Geral registrou 112,92 pontos, na série sem ajuste sazonal. Em relação ao mesmo período do ano passado, o Índice Geral se encontra 13,25% abaixo do registrado em fevereiro de 2020.

O Índice Momento Atual apresentou estabilidade (-0,73%), na comparação com o mês anterior, registrando 99,05 pontos. O indicador permanece abaixo dos 100, o que indica pessimismo. O resultado foi influenciado pelas vendas e encomendas, 0,39% e 6,53% abaixo do verificado em janeiro de 2021, respectivamente. Contudo, foi verificado uma expressiva melhora na situação geral dos negócios (+3,90%), quando comparado com o mês anterior.

Após o fim das coletas do mês passado, janeiro 2021, o Plano SP aumentou ainda mais o endurecimento de medidas para contenção da pandemia, o que preocupou os resultados futuros do comércio.

Em 22/01, 78% da população do estado se encontrava na fase laranja e as regiões de Presidente Prudente, Marília, Bauru, Sorocaba, Barretos, Franca e Taubaté foram classificadas na fase vermelha (cujas atividades não essenciais devem permanecer fechadas). Mas, o maior destaque era para a fase vermelha em todo o estado entre 20 e 6 horas nos dias de semana, e nos sábados, domingos e feriados (esta medida foi revogada em 03/02).

Contudo, algumas cidades do interior rejeitaram as medidas mais restritivas do Plano SP, como Bauru, que permitiu o funcionamento de estabelecimentos por 10 horas diárias, de segunda-feira a sábado, no máximo até as 20 horas.

Na semana seguinte, 29/01, uma nova classificação foi realizada. Desta vez, apenas 18% da população do estado se encontraria na fase vermelha (o restante foi classificado na fase laranja), sendo Marília, Bauru, Barretos, Franca, Ribeirão Preto e Taubaté, as regiões da fase mais restritiva.

Mesmo com tais mudanças, comerciantes passaram a criticar o plano de contenção da pandemia, o qual os prejudicavam mesmo adotando todas as medidas de segurança em seus estabelecimentos, como distanciamento social, uso de máscaras, limpeza, entre outras. Foi então que, mais uma vez, o governador anunciou uma reclassificação, sendo esta a vigente durante o nosso período de coleta.

Alegando melhoras no número de casos e mortes, em 05/02, o mapa do estado de SP volta a ter regiões na fase amarela (onde o comércio e restaurantes podem funcionar até 22 horas e bares até 20 horas). As regiões classificadas na fase amarela foram: Presidente Prudente, Araçatuba, Campinas, Registro, Grande SP e Baixada Santista.

O número de regiões na fase vermelha também diminuiu, sendo Bauru, Araraquara e Franca, as únicas na lista.

Ainda, um pacote de medidas foi anunciado, o qual prevê R$ 125 milhões de crédito e a manutenção do fornecimento de gás e água para os estabelecimentos com pagamentos em atraso (que poderão ser parceladas sem juros e multas), até o final do mês de março. Outro destaque é que os protestos de dívidas ativas ficariam suspensos, por 90 dias, para ajudar empresários na obtenção de empréstimos.

No dia 29/01, após a recomendação do comitê de saúde, o governador e prefeito da capital cancelaram o ponto facultativo. Mesmo assim, o fluxo de pessoas para a Baixada Santista foi elevado: desde a meia-noite de quinta-feira (11/02), mais de 220 mil veículos foram ao rumo do litoral, segundo a Ecovias.

Os resultados, do Ifecap por região, demonstram uma alta de 11,47% do Índice Geral, na cidade de Santos, quando comparado com o mês anterior. A região também foi a única, das pesquisadas pelo nosso indicador, que apresentou uma melhor situação, quando comparado com o mesmo período do ano passado (2,93%).

As regiões de Bauru e Ribeirão Preto foram as mais afetadas, quando comparadas com janeiro de 2021, registrando uma queda de 10,27% e 12,35%, respectivamente, no Índice Geral.

Os resultados do Índice Futuro, que registra as expectativas para os próximos três meses, apresentou uma alta, na comparação com o mês anterior (4,23%), registrando 133,72 pontos. Quando comparado com o mesmo mês do ano anterior, o valor ainda se encontra 16,11% abaixo. Os resultados do Índice Futuro se devem, principalmente, às expectativas de vendas para os próximos três meses, com alta de 4,93% (137,54 pontos), quando comparamos com o mês anterior. As expectativas de encomendas futuras tiveram uma alta de 3,50% (quando comparado com janeiro de 2021), alçando 129,89 pontos.

“Existe a expectativa de um novo auxílio emergencial (em torno de R$ 250), que pode alcançar 40 milhões de pessoas. Diversos dados apontam que os R$ 322 bilhões do programa em 2020, ajudaram o comércio, que fechou o ano com alta de 1,2%, segundo o IBGE. Uma nova injeção de dinheiro é a expectativa, não somente de empresários, mas de milhares de famílias que vivem na linha da pobreza. A maior preocupação é de que, mais uma vez, o governo invista em uma política de consumo artificial, sem pensar no longo prazo: as contas públicas se agravam e continua a falta de políticas de geração de empregos”, opina Allan S. de Carvalho, economista e pesquisador do Instituto de Finanças Fecap.

Composto pela compilação de informações sobre as empresas do comércio varejista do Estado de São Paulo, o Ifecap considera o desempenho atual das vendas a clientes e das encomendas a fornecedores, bem como a avaliação geral da situação atual do negócio. O índice avalia ainda informações sobre as expectativas dos empresários quanto às vendas e encomendas para os próximos três meses.

O Ifecap – Índice Fecap de Expectativa nos Negócios consiste em um indicador baseado em metodologia largamente utilizada por diversos países. Há mais de 12 anos, a Fecap coleta dados e calcula mensalmente o índice, que avalia a situação atual das empresas do comércio varejista, com informações sobre o desempenho atual das vendas e das encomendas.

A escolha do comércio varejista como universo da pesquisa se deve ao fato de ser esse setor o elo entre a indústria em geral e o consumidor final, uma vez que grande parte da produção de todos os setores da economia acaba circulando de alguma forma pelas empresas do comércio. Seu principal uso refere-se à previsão do nível de atividade da economia, isto porque o índice procura avaliar a expectativa real dos empresários em relação às variáveis chaves, como encomenda a fornecedores e venda ao consumidor final, ou seja, a antecipação do comportamento da produção e renda.

O Ifecap é composto pela compilação de informações sobre o desempenho atual das vendas e das encomendas, bem como a avaliação sobre a situação atual das empresas do comércio varejista. Consideram-se ainda informações sobre a expectativa dos empresários quanto ao desempenho das vendas e das encomendas para os próximos três meses.

O Ifecap divide-se em três indicadores:

Índice Momento Atual: diz respeito às respostas dos empresários sobre as suas encomendas atuais, realizadas junto a seus fornecedores; a evolução das vendas no período atual; e a avaliação da situação geral dos negócios;

Índice Futuro: calculado com base nas expectativas dos empresários em relação às suas vendas e encomendas em um horizonte temporal de 3 meses;

Índice Geral: é o indicador composto da agregação dos dois índices descritos acima.

A metodologia do Ifecap considera um conjunto de perguntas qualitativas referidas às expectativas do empresário. São pesquisadas diversas empresas do comércio varejista nas cidades de São Paulo. A pesquisa é sempre realizada na semana do dia 15 do mês corrente, composta por questões qualitativas, que captam a percepção do empresário em relação ao desempenho de sua empresa, classificadas em microempresas, pequenas, médias e grandes empresas.

A íntegra da pesquisa pode ser acessada em www.fecap.br/pesquisa-iff-ifecap/#dearflip-df_19639/1

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