Edição 273Outubro 2017
Quinta, 23 De Novembro De 2017
Editorias

Publicado em 13/10/2016 - 10:47 am em | 0 comentários

Reprodução

Horário de Verão pode gerar redução de 0,48% no consumo de energia

Economia suficiente para abastecer Santos por 7 dias

Horário de Verão pode gerar redução de 0,48% no consumo de energia

Em sua 43º edição, o horário de verão 2016/2017 – começa a zero hora de domingo – deve proporcionar redução de 0,48% no consumo de energia nos 27 municípios que compõem a área de concessão da CPFL Piratininga. Em volume, a economia prevista é de 25.736 MWh, suficiente para atender a demanda de uma cidade do porte de Sorocaba por quatro dias ou Santos por sete dias.

Com a entrada em vigência do horário de Verão, os relógios devem ser adiantados em uma hora em 10 estados nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e no Distrito Federal. O horário de Verão terá duração de 126 dias, com o término à zero hora de 19 de fevereiro de 2017.

O principal objetivo da medida é melhorar o aproveitamento da luz natural. Com os dias mais longos, é possível reduzir o consumo de energia elétrica e diminuir a demanda no horário de pico do consumo, das 18 às 21 horas, reduzindo os custos da operação do sistema elétrico para todos os consumidores (menos térmicas são ligadas) e economia na conta de luz.

Geralmente, as pessoas chegam em casa a partir das 18 horas, início da noite, após o expediente do trabalho. Logo, uma das primeiras ações é acender a luz de suas residências. Na mesma hora, entram em operação a iluminação pública e os luminosos comerciais, por exemplo. Esse aumento de carga coincide com as atividades da indústria, gerando pico de consumo.

Ao se deslocar o horário oficial em uma hora, dilui-se por um período maior o momento de entrada em funcionamento desses equipamentos. No período do horário de verão, as cargas das residências e de iluminação pública passam a subir após as 19 horas, quando o consumo industrial começa a cair. Dessa forma, o ganho, além da economia, está em afastar os riscos de sobrecarga no momento que o sistema atinge o seu pico de carga coincidente.

No caso da CPFL Piratininga, a previsão é de que haja uma redução de 2% na demanda de energia durante o horário de pico.

A medida foi adotada pela primeira vez no Brasil em 1931, mas de forma consecutiva o horário de Verão acontece há 28 anos. Esta é 43ª edição do horário de verão no Brasil. Os estados que adotam a medida são: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

Em 8 de dezembro de 2008, foi assinado pelo então presidente Luis Inácio Lula da Silva o decreto nº 6.558, que estabelece os padrões para as futuras horas de Verão em parte do território nacional. Segundo o artigo primeiro do decreto 6.558, fica instituído que a hora de Verão de todos os anos tem início a partir de zero hora do terceiro domingo do mês de outubro, até a zero hora do terceiro domingo do mês de fevereiro do ano seguinte.

Atualmente, vários países fazem mudança no horário convencional para aproveitar a luminosidade do Verão. Entre eles estão os países membros da União Europeia, a maioria dos países que formavam a antiga União Soviética, a maioria do Oriente Médio (Irã, Iraque, Síria, Líbano, Israel, Palestina), parte da Oceania (Austrália, em parte do seu território, e Nova Zelândia), a América do Norte (Canadá, Estados Unidos e México), alguns da América Central (Cuba, Honduras, Guatemala, Haiti e Bahamas) e da América do Sul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile).