Edição 272Setembro 2017
Terça, 17 De Outubro De 2017
Editorias

Publicado em 28/06/2017 - 10:23 am em | 0 comentários

Tiago Santi/Divulgação

Espécie de fungo é reencontrada no Estado de SP após mais de 30 anos

Phallus rubicundus: identificado no Campus Lagoa do Sino da UFSCar

Espécie de fungo é reencontrada no Estado de SP após mais de 30 anos

Existem cogumelos com diferentes formas e cores, mas um grupo em especial chama a atenção de pesquisadores e, também, de não especialistas: são os denominados fungos faloides, com formas e cores excepcionais e cheiro desagradável, capazes de atrair insetos que auxiliam na reprodução, pela dispersão dos esporos. Uma espécie de fungo faloide é a Phallus rubicundus, que apresenta coloração avermelhada e alaranjada e aparece em diversas regiões tropicais e subtropicais, tendo sido encontrada pela primeira vez no Brasil em 1984, na Ilha do Cardoso, no Estado de São Paulo.

Desde então, a espécie não foi mais observada no Estado. Agora, mais de 30 anos depois, ela foi novamente encontrada, no Campus Lagoa do Sino da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no município de Buri. Na região, a vegetação é marcada pela transição entre Mata Atlântica e Cerrado, porém os espécimes foram encontrados crescendo sobre matéria orgânica vegetal em decomposição em um local aberto (alguns em um pasto de criação de carneiros e outros na margem de uma lagoa).

Os espécimes foram coletados por Natiele Stephanie Rubio Fernandes, estudante do curso de graduação em Ciências Biológicas do Campus, João Paulo Agapto, Técnico em Agropecuária, e Juliano M. Baltazar, docente, todos do Centro de Ciências da Natureza (CCN) da UFSCar. A identificação da espécie foi realizada pela especialista no Grupo de Fungos Larissa Trierveiler Pereira, que trabalha em parceria com o grupo de pesquisa de Baltazar.

Atualmente, um inventário de espécies fúngicas do Campus e região está em andamento, sob a coordenação de Baltazar, no âmbito do projeto “Fungos corticioides, poroides e gasteroides (Agaricomycetes, Basidiomycota) no Centro-Sul e Sudeste de São Paulo, Brasil”, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e realizado em parceria com outros pesquisadores do Estado.