Edição 287Dezembro 2018
Sexta, 14 De Dezembro De 2018
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Publicado em 16/08/2018 - 10:20 am em | 0 comentários

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Campanha cria laços entre as pessoas afetadas pela esclerose múltipla

Agosto Laranja: conscientização promovida por entidades médicas

Campanha cria laços entre as pessoas afetadas pela esclerose múltipla

A esclerose múltipla afeta 35 mil brasileiros na faixa etária mais ativa da vida – de 20 aos 40 anos –, mas ainda é pouco conhecida entre os cidadãos. Por isso, um amplo processo de conscientização está sendo promovido por entidades médicas, como a Academia Brasileira de Neurologia (ABN), desde o início do mês, batizado de Agosto Laranja. A ideia é criar laços entre as pessoas afetadas pela esclerose múltipla, sejam as doentes, sejam aquelas envolvidas na investigação científica e social sobre a doença.

A esclerose múltipla é uma enfermidade neurológica autoimune e pode afetar parte do sistema nervoso central (cérebro, cerebelo, tronco cerebral e medula). É a doença neurológica crônica mais comum em adultos jovens e acomete mais mulheres do que homens.

“Dependendo da área afetada, o paciente pode ter alteração da visão, amortecimento ou perda de força em uma parte do corpo, entre outros sintomas. Estes sinais duram mais de 24 horas e nós os denominamos como surto, que são a característica da doença”, destaca a neurologista Mônica Parolin, secretária do Departamento Científico de Neuroimunologia da ABN.

A médica afirma que o diagnóstico é de extrema importância para dar início ao tratamento o mais rápido possível. Atualmente existem vários tipos de tratamento, porém, a indicação de qual deles melhor se adequa a determinado paciente depende das especificidades de cada paciente, pois são muitas variáveis e a decisão deve ser tomada entre o neurologista e o enfermo.

“É preciso lembrar que a maioria dos pacientes possui uma vida normal ou bem próxima disso. É imprescindível conscientização da população e da classe médica para a doença que ainda não tem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada, principalmente no início”, ressalta a neurologista: “Hoje as pesquisas são inúmeras e eu falo sempre aos meus pacientes que é expressamente proibido não ter esperança”.