Edição 273Outubro 2017
Segunda, 20 De Novembro De 2017
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Publicado em 21/07/2017 - 8:12 am em | 0 comentários

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Baixada Santista registra queda de 57% no número de mortes no trânsito

Mais da metade das fatalidades no Estado acontecem entre 18 e 6 horas da manhã

Baixada Santista registra queda de 57% no número de mortes no trânsito

Balanço do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito mostra que houve queda de 57% no número de vítimas fatais em acidentes de trânsito na Baixada Santista levando-se em conta junho passado com o mesmo mês de 2016. Foram 37 óbitos em 2016 contra 16 neste ano. São Vicente teve queda de 67% (de 6 para 2); Guarujá, 75% (de 4 para 1) e Santos, pequena alta (de 4 para 5).

O Movimento Paulista de Segurança no Trânsito é um programa do Governo de São Paulo que visa reduzir pela metade o número de óbitos no Estado até 2020. A maior parte dos acidentes fatais de trânsito no Estado acontece nos períodos da noite e madrugada. Colisões e atropelamentos são as ocorrências mais comuns.

Segundo os dados registrados pelo Infosiga SP, no primeiro semestre deste ano 1.480 pessoas foram vítimas de acidentes de trânsito, entre 18 e 6 horas da manhã, o que equivale a 53,8% do total (2.753). Colisões entre veículos correspondem a 38,1% dos acidentes, enquanto os atropelamentos somam 31,6%. Choque contra objetos fixos equivalem a 13,8% dos casos e outros tipos de acidente somam 16,5%.

“Comportamentos de risco, como beber e dirigir e excesso de velocidade, são acentuados nesse período. A menor iluminação dificulta a visibilidade, por isso é importante que condutores e pedestres redobrem a atenção à noite”, explica a coordenadora do Movimento, Silvia Lisboa.

O Infosiga SP revelou estatísticas sobre acidentes e óbitos no primeiro semestre. Foram registradas 2.753 fatalidades em todo Estado, redução de 3,8% e 108 vítimas a menos na comparação com 2016 (2.861). Em junho, foram 487 vítimas fatais, aumento de 5,2%. No mesmo período do ano passado, foram 463 vítimas fatais.

Já para os acidentes com vítimas, que incluem também ocorrências sem fatalidades, houve redução de 5,2% no semestre, com 4.934 casos a menos (89.273 em 2017 e 94.207 em 2016). Em junho foram 15.897 ocorrências, com redução de 1%.

Os dados do Infosiga SP do primeiro semestre mostram que acidentes com motocicletas e atropelamentos seguem como principais causadores de óbito no trânsito de São Paulo. Um terço das vítimas (33,5%) eram motociclistas, seguidos por pedestres (28,4%) e condutores e passageiros de automóveis (22,9%). Já os ciclistas correspondem a 6,2% das ocorrências.

Os dados apontam para concentração de acidentes nos finais de semana. Ocorrências no sábado e no domingo somam 34,1%.

O Movimento Paulista de Segurança no Trânsito também disponibiliza o sistema pioneiro de georreferenciamento Informapa-SP. Por das duas ferramentas é possível não só quantificar os óbitos dos 645 municípios paulistas como também mapear os locais onde ocorreram essas mortes. As ferramentas podem ser acessadas pelo site www.infosiga.sp.gov.br e são atualizadas todo dia 19 de cada mês, ou dia útil subsequente.

O Movimento Paulista de Segurança no Trânsito tem como principal objetivo reduzir pela metade os óbitos no trânsito no Estado até 2020. Inspirado na “Década de Ação pela Segurança no Trânsito”, estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o período de 2011 a 2020, o comitê gestor do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito é coordenado pela Secretaria de Governo e composto por mais nove secretarias de Estado: Casa Civil, Segurança Pública, Logística e Transportes, Saúde, Direitos da Pessoa com Deficiência, Educação, Transportes Metropolitanos, Planejamento e Gestão, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação. As secretarias são responsáveis por construir um conjunto de políticas públicas para redução de vítimas de acidentes de trânsito no Estado.

O Movimento Paulista de Segurança no Trânsito envolve também a sociedade civil com o apoio de empresas – Abraciclo, Ambev, Arteris, Banco Itaú, CNseg, Pro Simulador e Raízen – e do Centro de Liderança Pública (CLP).