Edição 319Agosto 2021
Terça, 21 De Setembro De 2021
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Publicado em 1/06/2021 - 6:59 am em | 0 comentários

Vincent Tremeau/Divulgação

Agência da ONU para Refugiados promove oficina de comunicação

Cobertura jornalística humanitária e enfrentamento à xenofobia

Agência da ONU para Refugiados promove oficina de comunicação

No marco do Dia Mundial do Refugiado 2021, a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) promove em 9 de junho, em Belém/PA, a oficina “Imprensa no enfrentamento à xenofobia”, tendo como contexto a presença de refugiados e migrantes da Venezuela na capital paraense – especialmente de diferentes etnias indígenas. A atividade, voltada para jornalistas que atuam em Belém e outras cidades do Pará, abordará conceitos, dados, fontes de informações e exemplos práticos da construção de matérias relacionadas à realidade das pessoas refugiadas no Brasil.

A oficina será realizada no Escritório Compartilhado das Nações Unidas em Belém, na Avenida Nossa Senhora de Nazaré, 871, das 8h30 às 10h30 (horário de Brasília). Participarão do evento a responsável pelo escritório do Acnur, em Belém, Janaína Galvão; a assistente sênior de comunicação do Acnur, Victoria Hugueney; e a promotora voluntária de informações aos venezuelanos, Gardênia Quiroz, indígena da etnia Warao.

As inscrições devem ser feitas pelo preenchimento do formulário com informações no site www.acnur.org.br Dentre os inscritos, serão selecionados preferencialmente os profissionais de imprensa e estudantes que atuem na cidade e região metropolitana de Belém. São, ao todo, 20 vagas.

Na oficina, o Acnur trará referências para a construção responsável de conteúdos humanitários e enfrentamento à xenofobia, tendo como base o “Guia de Cobertura Jornalística Humanitária do Acnur”, uma publicação que orienta profissionais e estudantes de comunicação sobre a produção responsável de matérias sobre o tema do deslocamento forçado.

“A contínua formação de profissionais de comunicação no Brasil e no mundo é um elemento fundamental para assegurar que as pessoas refugiadas, que buscam proteção por conta de guerras, perseguições e violações de direitos humanos, sejam compreendidas pela população dos países de acolhida. Os jornalistas têm um papel único para assegurar a perspectiva dos direitos humanos na abordagem sobre essa população, afirma Janaína Galvão, chefe do escritório do Acnur em Belém.

Desde abril de 2019, o Acnur está presente no estado do Pará com o objetivo de apoiar autoridades municipais e estaduais no fortalecimento da resposta humanitária frente ao aumento da chegada de refugiados e migrantes venezuelanos, especialmente indígenas da etnia Warao.

O Acnur trabalha em colaboração com autoridades locais e parceiros em diversos municípios paraenses em três eixos de ação: sensibilização e advocacy; fortalecimento de capacidades em matéria de proteção a pessoas refugiadas e solicitantes da condição de refugiado/a; apoio técnico e operacional nas áreas de abrigamento, gestão de abrigos, documentação e meios de vida.

Ao adotar uma metodologia de proteção de base comunitária e apoiar o desenvolvimento de ferramentas de comunicação culturalmente sensíveis, o Acnur busca fortalecer os núcleos familiares indígenas, equipando-os com as informações necessárias para que compreendam seu entorno socioinstitucional e participem plenamente da vida de suas comunidades e da comunidade de acolhida brasileira.

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