Edição 329Junho 2022
Terça, 05 De Julho De 2022
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Publicado na Edição 328 Maio 2022

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Os bons tempos voltaram

Aqui está a oportunidade neste dinâmico e poderoso mercado nos EUA

Os bons tempos voltaram

Carlos Abdala

Sim, mas parece estranho com tudo o que estamos vivendo! Na realidade, sabemos há muito tempo que nas crises surgem as oportunidades, dependendo de que lado você esteja. Por aqui não é diferente. A economia americana está se deparando com algo que sempre soube existir, mas a grande maioria daqueles que hoje atuam no mercado nunca experimentaram, que é a tão conhecida dos brasileiros, a inflação. Muitos não sabem como acontece nem como acaba, já que nunca a viveram. Os mais velhos, como eu, lembram da última vez que essa famosa “fantasma” assombrou por aqui; e foi há 40 anos, na época do então presidente Reagan. Mas nós brasileiros que desde então estamos atuantes, bem nos lembramos do reflexo que vivemos, a assombrosa Dívida Externa o FMI, Planos Econômicos que prometiam mágicas, e inflação, inflação e inflação.

Aqui, contudo, não foi assim. O governo americano, como grande exportador, exportou também a inflação, repassando a alta dos juros para seus “amigos” devedores externos, e, em pouco tempo, ao menos em termos “brasileiros”, conseguiu trazer a economia para os trilhos que levam ao desenvolvimento. Vejam que nem na tal grande quebra do mercado imobiliário, de 2008 a 2010 – decorrente do excesso de dólares jogados irresponsavelmente na economia e “mancomunados” com os programas de financiamentos “Mandrake”, que davam crédito acima das possibilidades de cada cidadão –, a inflação aconteceu. Agora, ela está aí; e com ela uma nova sequência de oportunidades. Como? Simples assim!

O FED, o Banco Central americano, demorou para agir por todas aquelas razões que brasileiros e americanos bem conhecem, o famigerado populismo político, no qual os tais protagonistas (invariavelmente) deixam de servir à nação, passando a SE servir da nação, e depois, como quem dormiu no ponto, corre a fazer ajustes na taxa de juros e enxugamento da liquidez. Sem tempo, como o médico que teve que aplicar doses altíssimas do mesmo remédio, o resultado foi a inflação.

Surgem assim as oportunidades neste maravilhoso, dinâmico e poderoso mercado imobiliário local, que já deu mostras de sua resiliência e continua trazendo alegrias.

Com a alta de juros do FED, obviamente, subiram também rapidamente as taxas dos financiamentos imobiliários, saindo de 3% a.a. em dezembro de 2021 para, hoje, 5.50%. Essa taxa busquei em 16/05 em diversos “Lenders” nos quais somos registrados em todo o país, e representa uma boa amostra do que há disponível. Esta nova taxa, de forma benéfica desacelera o mercado de compra e venda atual. Digo que é benéfico porque este mercado vem “fervendo” há alguns meses e agora está com velocidade mais próxima do normal. Casas que estavam recebendo contratos de compra em poucos dias após serem anunciadas, agora levam poucas semanas e até um mês, trazendo mais normalidade a todos. Ocorria que com taxas tão baixas, todos os que precisavam, e não só os investidores, agiam rapidamente para comprar sua residência, mesmo que pagando preço maior, uma vez que, com a taxa de juro tão baixa, ainda tinha prestação mensal aceitável. Agora, o “samba” é outro, já que o impacto da nova taxa de juros elevou as prestações em mais de 30%, enquanto os salários subiram 6.5%.

Aqui está a oportunidade: o mercado de locação residencial permanente, que estava um tanto esquecido, já que era tão acessível comprar, agora está vivendo uma valorização superior ao mercado de compra e venda, já que muitos passaram a considerar o aluguel como a única opção.

Considerando que investidores, tipicamente, compram à vista ou financiado com 30% de entrada, analisando os números vemos que as locações estão resultando em retorno financeiro de 6% a 8% ao ano, sem contar a valorização do imóvel a médio e longo prazo. Além disso, no caso de brasileiros investindo por aqui, é óbvio que tal retorno forma uma boa reserva financeira em dólares, ou seja, uma boa diversificação no portfólio. Como sempre destaco, não podemos deixar de falar do que eu chamo de “O melhor de Dois Mundos” – Usar, Alugar, Lucrar), que é a compra de imóveis para locação temporária (Air-B-n-B, Homeaway, VRBO, entre tantos) ou mesmo pelas inúmeras boas administradoras locais, já que o mercado de turismo, após dois anos sombrios, voltou com tudo.

É assim que funciona. Vamos adiante.

Carlos Abdala é Real Estate Broker / Mortgage Broker (BK 3005081) / (NMLS 1701189) +1 407 308 8536 carlos@carlosabdala.com / carlos@mortgagemoneylending.com

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