Edição 294Julho 2019
Quinta, 22 De Agosto De 2019
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Publicado na Edição 294 Julho 2019

Acervo FAMS

Um século dedicado às artes e filantropia

Edith Pires: “Memórias do Casarão Branco”, seu livro mais famoso

Um século dedicado às artes e filantropia

A escritora Edith Pires foi entrevistada pelo Programa Memória-História Oral em 23 de agosto de 2008, no estúdio da Universidade São Judas – Campus Unimonte. Em seu depoimento, Edith recorda suas memórias como moradora do casarão branco, que atualmente abriga a Pinacoteca Benedito Calixto, e sua relação com a literatura, artes e filantropia, vividas ao longo do século XX na cidade de Santos.

EDITH Pires Gonçalves Dias nasceu em São Paulo em 6 de julho de 1919 e veio com a família para Santos com um ano de idade. Fez os estudos primários no Colégio Stella Maris e formou-se em 1936 na Escola Normal do Colégio São José. Casou-se em 1939 com Cyro Gonçalves Dias e teve dois filhos, Ciro Júnior e Vera Sílvia.

Com um século de vida recém-completados, Edith passou a vida se dedicando a trabalhos filantrópicos: foi voluntária durante 42 anos na Sociedade Espírita Anjo da Guarda, onde deixou um trabalho extenso dedicado aos carentes. Expoente da cultura santista, escreveu quatro livros contando sobre sua vida em família e personagens, muitos dos quais amigos seus, que contribuíram para o desenvolvimento de Santos. Como colaboradora do jornal A Tribuna, tem vários artigos publicados e prefaciou inúmeros livros.

Seu livro mais famoso, “Memórias do Casarão Branco” (publicado em 1999), trata das recordações de infância e adolescência da escritora enquanto moradora e da luta pela preservação do imóvel, até o seu tombamento pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa), na década de 1980. Edith residiu no casarão com os pais e nove irmãos, onde ficou até completar 15 anos. “Foram os melhores anos de minha vida”, lembra, mencionando a harmonia familiar e a vida bucólica em torno da propriedade.

A escritora também teve participação ativa em palestras e eventos na Academia Feminina de Ciências, Letras e Artes de Santos, no Clube das Soroptimistas Internacional de Santos, Associação das Famílias de Rotarianos, Centro de Convivência da Mulher, Rotary Clube de Serra Negra, Movimento de Arregimentação Feminina, Clube dos 21 Irmãos Amigos, Clube XV, Sociedade Ítalo-Brasileira e Centro de Expansão Cultural.

No jubileu de ouro da formatura de sua turma foi a oradora oficial, e como voluntária do Banco de Olhos conseguiu muitas doações de córneas. Edith foi, ainda, idealizadora e criadora do Coral do Centro Espírita Anjo da Guarda, do qual é madrinha, e em 1988 recebeu o título de Cidadã Santista, conferido pela Câmara Municipal. Apreciadora da poesia de Martins Fontes, fez várias apresentações como declamadora e palestrante, sempre tendo como temas a vida e a obra do escritor e médico santista.

A entrevista completa de Edith Pires Gonçalves Dias pode ser acessada no canal do Programa Memória-História Oral no Youtube, através do link https://www.youtube.com/watch?v=tUfotUEMB9M

Conheça o trabalho desenvolvido pela Fundação Arquivo e Memória de Santos: acesse o site www.fundasantos.org.br