Edição 310Novembro 2020
Quarta, 02 De Dezembro De 2020
Editorias

Publicado na Edição 252 Janeiro 2016

Barbas de molho

Luiz Carlos Ferraz

Nesta primeira edição do ano, após as oportunas reflexões feitas ao final de mais um ciclo, o momento é de reiterar a confiança de que 2016 há de ser fundamental à fixação das condições necessárias para a superação do estado de crise que contamina a grande maioria das atividades produtivas no país e atinge de forma inapelável o cidadão. Nosso entendimento, em sintonia com o que pensam dirigentes de diferentes segmentos, econômicos, sociais e políticos, é que a importância deste ano está na excelente oportunidade de se reciclar e recriar estratégias que se revelaram pífias para gerar negócios, desenvolvimento e riqueza. Querer atribuir todas as dificuldades à conjuntura internacional é ladainha que não convence, na medida em que o descompasso não é fenômeno compartilhado em muitos países. Sim, 2016 tem de ser aproveitado como um período propício às ações, mas, de maneira especial, destinado ao planejamento, visando cristalizar qual o conceito de país que queremos formar, qual o perfil do governante que queremos ter e, afinal, qual o tipo de cidadão que queremos ser. Não é tarefa fácil, principalmente porque para isso é preciso mudar paradigmas, o que torna o desafio ainda mais complexo. Assim, além da seriedade e da honestidade que deverão permear as relações humanas, a sociedade espera, no mínimo, vontade, transparência e criatividade, características cada vez mais raras entre os gestores da coisa pública – onde predominam os políticos preguiçosos, hipócritas e gastadores. Muitos desses, aliás, a se confiar numa eventual politização do eleitor, já podem colocar as barbas de molho, pois em 2 de outubro serão realizadas eleições para os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador, e dificilmente serão reeleitos.

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