Edição 309Outubro 2020
Quinta, 29 De Outubro De 2020
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Publicado na Edição 306 Julho 2020

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Transcender o mecanismo cerebral

Meditação não deve ser vista como algo simplista

Transcender o mecanismo cerebral

Durante a pandemia, face à tendência de alterações de estados mentais, crescem as orientações para o autocontrole emocional, entre elas a meditação. Fernando Gabas, criador do protocolo de meditação e expansão da consciência Life Matters, alerta para o perigo de banalizar a meditação. “Hoje em dia, se ouve muito ‘vai meditar’, como se fosse a solução para tudo, um antídoto que você toma para desestressar e, em 20 minutos, tudo estará bem. Mas não podemos tratar a meditação como algo simplista”, ressalta.

Para o especialista, tanto a meditação quanto o relaxamento são essenciais, mas cumprem propósitos distintos. Ele explica que há uma diferença entre as práticas de relaxamento, com concentração e de forma reflexiva, e a meditação. As técnicas de relaxamento são válidas para quem busca o bem-estar mais momentâneo ou para desestressar. O que é diferente de uma prática estruturada.

Gabas defende o conceito de meditação a partir de práticas progressivas e sequenciais que incorporam muito estudo, investigações e exercícios, com caráter científico: “Meditar é transcender o mecanismo cerebral, trabalhando um espaço anterior à mente e seus processos de pensamentos. Se não tivermos método para isso, não há progressão para mudanças substanciais de comportamento. Esse objetivo profundo e científico é bem diferente de usar a meditação simplesmente para reduzir o estresse”.

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