Edição 308Setembro 2020
Segunda, 19 De Outubro De 2020
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Publicado na Edição 303 Abril 2020

Pânico cria realidades alternativas

Em tempos de quarentena, o nível de stress aumenta, desencadeando crises de ansiedade, levando a um estado de pânico, e até a temida “síndrome do pânico”. Observando as estatísticas, o psicanalista Fabiano de Abreu afirma que o pânico e suas consequências, como em qualquer outro comportamento, depende das nuances e do tamanho de sua potência: “Um ataque de pânico, por exemplo, pode até embaralhar a sua mente com emoções que aceleram o batimento cardíaco, desfocam a visão e aumentam a transpiração levando inclusive, em casos extremos, ser confundido com um ataque cardíaco ou AVC”.

Ele acrescenta que a crise de pânico é um episódio de medo e a sua intensidade varia de acordo com o tamanho das circunstâncias para o tamanho do seu medo”. Mas há sempre formas de controlar e contornar este tipo de problemas. Ter ciência deles é o grande primeiro passo: “Inteligência emocional é como denominamos a capacidade de manter o equilíbrio entre a razão e a emoção. Quando a emoção está fora de controle, perdemos a razão e, então, deixamos de ter a racionalidade e começamos a agir de uma maneira que nós mesmos em sã consciência, na razão, não aprovaríamos”.

Para o psicanalista há uma série de etapas que devemos seguir: “Temos que usar da inteligência emocional para vencer o pânico e a melhor forma é agir de acordo para que isso aconteça. A primeira delas é o controle da respiração. Esta é de suma importância na regulação das funções orgânicas, uma boa alimentação, atividades físicas, técnicas de relaxamento e distrações que lhe tragam conforto e bem-estar são o melhor remédio para evitar o pânico e controlar assim a ansiedade para que não perca a razão. São técnicas que aumentam a produção dos hormônios do prazer e do humor para buscar o equilíbrio em relação ao hormônio do estresse”.

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