Edição 327Abril 2022
Quinta, 26 De Maio De 2022
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Publicado na Edição 326 Março 2022

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Dificuldade de enxergar é maior na mulher

Covid-19 diminuiu acompanhamento oftalmológico

Dificuldade de enxergar é maior na mulher

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a grande dificuldade de enxergar e a perda da visão é 50% maior entre as mulheres. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, de Campinas, a pesquisa confirma levantamento que realizou no hospital há alguns anos. Para ele, a maior dificuldade de enxergar da mulher é um efeito cascata das constantes oscilações hormonais, que aumentam a produção de radicais livres nos olhos, e de doenças sistêmicas, como a diabetes e hipertensão, mais prevalentes entre elas. A boa notícia é que a mulher valoriza mais a saúde ocular. Levantamento do oftalmologista em 2,1 mil prontuários do hospital, revela que desde o início da pandemia o acompanhamento oftalmológico foi 30% mais regular entre as 1,2 mil mulheres do grupo, do que entre os 800 homens. A má notícia, é que a Covid-19 aumentou a irregularidade do acompanhamento oftalmológico de 65% para 75% entre os que têm alguma dificuldade para enxergar.

Para Queiroz Neto, o maior cuidado da mulher com a visão está associado ao perfil psicológico da população feminina e à sinalização de alterações, como a miopia, dificuldade de enxergar à distância, que é 20% maior entre elas. “O maior contato dos olhos com a evaporação de produtos de limpeza, cosméticos e maquiagem na região dos olhos também estimula processos alérgicos entre elas. Isso faz com que tenham 15% mais astigmatismo. De tanto esfregar ou coçar os olhos, a córnea, lente externa do olho, fica irregular e forma múltiplos focos sobre a retina, deixando a visão desfocada para perto e longe”, frisa o especialista.

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